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Ginástica para o cérebro funciona?

October 4, 2013

As pessoas estão cada vez mais preocupadas em guardar tudo na cabeça. Sobrecarga de emails, corre-corre dos dias atuais, muita informação. O HD acaba pifando e nos exige encontrar alternativas.



Mas qual a real importância de se malhar a cabeça? Vários estudos já vem sendo realizados no sentido de otimizar uma capacidade até então pouco conhecida: a plasticidade neural.

Durante muito tempo acreditou-se que, a partir de certa idade, o número de neurônios não se renovava mais. As últimas investigações da neurociência demonstram, entretanto, que o cérebro pode se regenerar mediante seu uso e potencialização.



Considerável parte da população idosa queixa-se da dificuldade de armazenar informações: não se lembram dos nomes das pessoas, dos compromissos, dos remédios, do fogo aceso, do ferro ligado, entre outros inúmeros exemplos que prejudicam seu desempenho e que podem por em risco sua saúde e segurança. O que nos chama atenção, no entanto, é que o adulto jovem também está com dificuldades de memória. O estresse dos días atuais e a alta competitividade aceleram a vida e, muitas vezes, desaceleram as ideias e o potencial criativo das pessoas. A verdade é que cada vez mais jovens vem demonstrando falhas de memória.



O cérebro precisa ser constantemente solicitado e, nestes tempos de tantas “facilidades”, isso não está ocorrendo. Para quem está no automatismo de somente apertar botões, é bom lembrar que, assim como o exercício físico protege nossa saúde cardiovascular, o cognitivo protege nossa saúde cerebral. Malhar a mente como se malha o corpo. Participar de jogos, charadas, dinâmicas, processos de grupo são fatores de proteção contra a demência e senilidade. Então, além de encontrar tempo para malhar o corpo, há de se encontrar tempo para ativar os neurônios, ver menos televisão e colocar a cuca para funcionar.



E como fazer isso?



Vivemos num mundo louco, corrido e barulhento. Acordamos com despertadores aflitos, tomamos café em frente à televisão, ouvimos rádio no carro, o vizinho coloca o som nas alturas, fala-se nos celulares aos gritos; temos mp4, mp5, dvds, bips, cds, Ipods; é tanta informação e barulho, que nem nosso pensamento conseguimos mais ouvir.

Sabemos que grande parte da concepção do tempo está na mente, e uma mente confusa e barulhenta não otimiza o tempo e o desperdiça de forma inconsciente. Relaxar, meditar, acalmar, são algumas das maneiras práticas de começar a mudar isso. Respiremos fundo e vamos malhar o tico e o teco. Aliás, a respiração é a chave de todo o negócio. Quando respiramos profundamente levamos oxigênio para o cérebro. Alternar atividades com descanso é sábio, já que estamos neste grande frenesí. Esta época de apertar botões facilita a vida, sem dúvida, e a tecnología é necessária, mas já que podemos criar novos neurônios ao longo de toda a vida (plasticidade neural), vamos desligar o piloto automático de vez em quando.

Felizmente, cada vez mais o mundo ocidental está aderindo à meditação. Seguido a isso, podemos fazer exercícios que quebram a rotina. Precisamos lembrar que temos dois hemisférios cerebrais: o esquerdo, que basicamente cuida das funções lógicas, e o direito, que cuida da criatividade, da intuição. Falando de uma forma mais simples, precisamos equilibrar o tico e o teco, senão, literalmente, pifamos.



No Ateliê da Memória, processo que venho desenvolvendo há um ano com grupos de idosos, há uma constante interação das pessoas, que facilita o desenvolvimento natural de várias habilidades, como, liderança, capacidade de ouvir, autoestima, e resgate de valores essenciais à convivência. Com isso, estimulamos os dois hemisférios (o tico e o teco).



No Ateliê, os participantes também trazem alguns temas e nós fazemos uma espécie de mural. Demos a isso o nome de Clube da Revista. No mês de setembro, um participante trouxe uma curiosidade sobre a terceira idade: os personagens idosos das histórias em quadrinhos e desenhos da TV. Você sabe a idade do Batman? 70 anos. Já o Popeye continua o mesmo com seus 78 anos. Tom e Jerry têm 82 anos. Tudo bem, se você vier para o Ateliê não precisa revelar a sua idade.

Além do Clube da Revista, temos o “Puxa-conversa”, onde cada um sorteia um tema e dá sua opinião. Tudo de um jeito bem leve e divertido, pois não é à toa que dizem que o riso é o melhor remédio. E é bom lembrar de uma importante advertência: levar a vida a sério demais prejudica a saúde, e torna nossa companhia muito chata também.

Estamos formando agora um grupo um pouco mais “jovem” (será que você se enquadra nele?). Terão, estas pessoas, tempo para vir? Sim, se conseguirem desacelerar, encontrar um vácuo que lhes permita entrar numa outra frequência, e aí sim, seguir mais rápido na vida, com resultados mais concretos e, principalmente, mais satisfação. E além de tudo, pasmem: devagar é mais rápido! Ter foco, concentração, uma coisa de cada vez, tudo a seu tempo, isso é mais eficaz do que correr como um louco de um lado para outro.

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