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Ela disse, Ele Disse – Você Quer que Ele(a) te Entenda?

June 12, 2015

Em qualquer relacionamento, seja pessoal ou profissional, fica claro que a mensagem tem uma carga emocional que interfere na maneira como a transmitimos.  Ora consciente, ora inconscientemente, frequentemente estamos mais preocupados em comunicar o que pensamos do que realmente parar para entender o que o outro está dizendo.

 

 

 

A comunicação envolve aspectos como palavras, comportamento, expressão facial, tom de voz. Se avaliarmos bem, é um sistema complexo que demanda muito de nós, inclusive inteligência emocional para decodificar a mensagem, o que é sarcasmo ou não, o que é uma tentativa de esconder a verdade e assim por diante. Se por um lado pode ser complicado decodificar a mensagem, por outro devemos pensar em como Nós estamos passando a mensagem e o que queremos de fato com ela.

 

Por exemplo, quando pedimos desculpas, frequentemente tentamos nos justificar e nos defender, às vezes até atacando o ponto de vista do outro. Sempre achamos que estamos certos, que não fizemos nada intencionalmente. Mas quando é o outro que fez algo conosco sempre achamos que foi com má intenção, que foi de propósito. Não é assim? Dentro de um contexto de desentendimentos, orgulho ferido e frustrações, estas situações acabam transformando os relacionamentos em verdadeiras bombas-relógio.

 

Nossa comunicação sofre influência do nosso estado emocional. Às vezes um funcionário se preparou durante meses para uma apresentação para a diretoria, mas na hora H,  a ansiedade, o medo de falhar, acabam fazendo-o parecer inseguro, algo que pode prejudicá-lo na carreira. Uma mulher que trabalhe em um ambiente corporativo excessivamente masculino pode se sentir intimidada e reagir com uma agressividade excessiva em suas falas e comportamentos para afirmar sua autoridade.

 

Nos dias atuais, este problema é pior pelo aumento da comunicação através de e-mails, WhatsApp, mensagens escritas em geral. Quando temos apenas a linguagem escrita, não possuímos todo arsenal que precisamos para decodificar a mensagem.  O chefe falou em tom de urgência? O marido está zangado? Uma palavrinha, uma vírgula e pronto! É o suficiente para nos colocar em uma posição defensiva e nos prepararmos para uma guerra ao invés de uma conversa civilizada. E assim nos tornamos reativos ao invés de respondermos às situações.

 

Segundo Cristiano Nabuco, psicoterapeuta de um grupo de pesquisas em dependência tecnológica da USP, “quando a pessoa está online há uma desinibição, ela fica mais solta”.  Isso acontece, segundo ele, por causa da distância física. “Como não estão frente a frente as pessoas se sentem mais à vontade para trocar acusações e insultos”. “E no facebook basta um click para curtir e outro para replicar o que a outra pessoa disse – inclusive insultos. Isso potencializa a agressão, porque eu posso fazer uma ofensa e dez pessoas vão lá e me ajudam, vira um grupo ofendendo uma pessoa”, afirma Ana Luiz Mano, do grupo de Pesquisa de Psicologia e Informática da PUC-SP.

 

Albert Mehrabian, psicólogo radicado nos Estados Unidos, ficou famoso pelos seus estudos em comunicação verbal e não verbal. Mais especificamente, 7% da nossa comunicação é verbal, 38% é a entonação de voz e 55% a expressão. Nem sempre esses três aspectos estão em harmonia. O funcionário que se preparou meses para a apresentação olhava muito para o chão  e tremia, fez com que seus diretores acreditassem que ele não sabia do que estava falando. Quando há essa incongruência, Mehrabian acredita que tendemos a dar ênfase na parte não verbal da comunicação.

 

Então, como podemos ter uma comunicação mais eficaz, ainda mais em tempos de comunicação virtual? Alguns passos podem ajudar:

  • Pare e escute o outro;

  • Resista à tentação de interromper o outro para se defender;

  • Concentre-se para separar suas emoções daquilo que você está dizendo;

  • Entenda que há mais de um ponto de vista para a mesma situação e não verdades absolutas;

  • Se receber mensagens escritas, não crie ansiedade excessiva sobre os possíveis conteúdos verdadeiros;

  • Evite sarcasmo ou qualquer outra ambiguidade que possa prejudicar o entendimento;

  • Durante um conflito, mantenha o foco na solução ao invés de ficar “chafurdando” em defesas e explicações;

  • Aproveite as diferenças para construir algo novo, sem fazer das diferenças um cavalo de batalha;

  • Procure manter uma atitude positiva, pois tal atitude indica que você está disposto a exercer a comunicação e isso por si só já contribui para a atmosfera do ambiente.

E lembre-se: a comunicação é uma arte, quanto mais você praticá-la, melhor ela será. Uma boa comunicação é indispensável para o sucesso na vida pessoal e no trabalho. No mínimo você vai salvar a sua mente!

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